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    Blog de Josué Cardoso


    ESTOU COM UM NOVO BLOG

    INFORMO AOS AMIGOS QUE ESTOU COM MEU BLOG EM NOVO ENDEREÇO

    http://www.josuereporter.blogspot.com/

    Por possuir melhores ferramentas - fotos, vídeos, enquetes, etc

    Agradeço se continuarem me prestigiando - Abraços

    Josué Cardoso 



    Escrito por Josué Jornalista às 19h36
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    “Dura lex, sed latex”

    O grande escritor Fernando Sabino, que o tenho como referência por vários aspectos, bem o disse sobre a Lei e sua aplicação: "Para os pobres, é dura lex. A lei é dura, mais é a lei. Para os ricos, é dura lex, sed latex. A lei é dura, mas estica". Trago esse comentário de Sabino para ilustrar todo o processo envolvendo o nosso Governador Cássio.

     

    É incrível como, no caso do Governador a Lei estica a seu favor. E como estica. Também pudera. Advogados bem pagos, (com que dinheiro, o homem nem conta em banco tem?).

     

    Bom mesmo foi abrir os Portais na tarde desta bonita quarta-feira, dia 14, e acompanhar a divulgação da tabela de pagamento de Sua Excelência o Governador Cássio. Depois de quase cinco anos no poder, o Governo chama a imprensa para dizer que não vai pagar dezembro no mês trabalhado e que não vai recorrer a empréstimo.

     

    Caso se configure a cassação do Governador Cássio, o futuro Governador terá por obrigação de, publicamente, rasgar essa vergonhosa tabela e dizer aos servidores que eles serão respeitados e que terão seus salários creditados em suas contas dentro do mês trabalhado, igualmente ao que faz o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo. Não se faz isso com o já sorrido servidor estadual. 

     

    Retomando os processos do Governador Cássio, é muito bom os desavisados observarem o que disse o procurador regional eleitoral substituto Duciran Van Marsen na última sessão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, no caso da utilização do jornal A União:

     

    1 - “Chegaram a dedicar duas capas sobre o centro de convenções de João Pessoa, que ainda não saiu do papel. Qual o interesse público em anunciar duas vezes um projeto, a não ser a intenção de distorcer a vontade do eleitorado, transformar em fato aquilo que é apenas uma promessa de campanha?”, considerou Duciran Farena. Destacando a unilateralidade e a tendenciosidade do jornal A União, em prol da candidatura do governador investigado, afirmou o procurador Duciran Farena que “o que jamais se poderá apontar nesse jornal é uma só versão diferente, uma só voz crítica, uma só menção a adversários eleitorais que não seja inteiramente negativa”.

    2 - Procurador desestima críticas

       O procurador Duciran Farena desestimou críticas de que o Ministério Público estaria agindo com parcialidade, lamentando que alguns não consigam acreditar na existência de órgãos que atuam com isenção e imparcialidade em defesa da ordem jurídica. Segundo o procurador, “os padrões de pessoalidade e tendenciosidade do jornal A União não podem ser considerados regra geral das instituições brasileiras”.

       Ainda conforme Duciran Farena, o Ministério Público Eleitoral, no caso do jornal A União, agiu nos momentos certos e oportunos. “Em 23 de agosto de 2006, a Procuradoria Regional Eleitoral encaminhou a todos os órgãos de imprensa da Paraíba, inclusive ao jornal A União, recomendação no sentido de que se abstivessem de privilegiar candidatos ou partidos em seu noticiário. Quando o jornal estatal descumpriu a recomendação, tornou-se imperativa a propositura da ação, o que foi feito logo que reunidos todos os elementos quanto à desobediência e à continuidade do patrocínio reiterado e constante da candidatura do governador”. Acrescentou ainda o procurador que “criticar o Ministério Público Eleitoral por não ter agido antes é a mesma coisa que o criminoso criticar o promotor por não o haver impedido de cometer o crime”.

     

    Dá para também relembrar Rui Barbosa, quando disse sabiamente: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto".

     

    Bom feriado para todos.



    Escrito por Josué Jornalista às 20h07
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    Sem votos e sem rumo

    O secretário de Governo de Estado, deputado Romero Rodrigues, vive um terrível dilema.  A última pesquisa eleitoral sinalizou que ele não tem cacife para concorrer com o prefeito Veneziano Vital nas próximas eleições. Possui apenas 4,33 das intenções de votos dos eleitores. É um percentual muito ínfimo para quem já foi presidente da Câmara de Vereadores, é secretário de Governo e ainda é primo do Governador do Estado.

     

    Tudo bem que Romero foi eleito deputado com boa votação, mas são eleições diferentes. O percentual obtido por Romero não me causou nenhuma surpresa. Havia dito a amigos que o secretário era muito gente boa, bom articulador, mas que não venceria eleição batendo com Veneziano.

     

    E Romero vem seguindo uma estratégia burra para tentar crescer nas pesquisas. Ocupa espaços na mídia para diminuir a importância das ações do Governo Veneziano e ainda toma para si obras que têm a participação direta da Prefeitura, como é o caso da construção do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba) em Campina Grande.

     

    O Cefet está sendo construído ao lado do Ginásio O Meninão, bem próximo das 230 casas erguidas pelo atual prefeito. Para o Cefet, o Governo Veneziano destinou nada menos que R$ 1 milhão e 200 mil, na compra do terreno, elaboração de projetos arquitetônicos e ainda liberação de alvarás.

     

    E dizer que Enivaldo Ribeiro, que aparece com apenas 0,33% das intenções de votos na pesquisa Consult, também tem responsabilidade na conquista do Cefet é uma grande mentira.

     

    Sensato seria Romero dizer que lutou para que o Cefet viesse para Campina, mas que reconhecesse a participação do prefeito na conquista da obra, fato reconhecido pelos diretores da unidade estadual, que estiveram com Veneziano exatamente no dia 19 de setembro do ano passado.

     

    Vejam o que disse a notícia publicada na imprensa sobre o Cefet e o aproveitamento político que vem sendo feito em torno da questão: “Os novos diretores do CEFET-PB estiveram visitando nesta terça-feira, 19, o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, visando manter entendimentos para a escolha de um local provisório onde a instituição funcionará na cidade a partir de fevereiro de 2007. De acordo com os dirigentes, o prédio próprio do CEFET local estará totalmente concluído em abril do próximo ano, mas as atividades letivas já começarão em fevereiro. O local provisório será cedido pela Prefeitura municipal, em reconhecimento à importância do Cefet para Campina Grande. Provavelmente será em um prédio localizado na Avenida Floriano Peixoto, cujo acerto será definido em reunião entre diretores do Centro de Ensino, nesta quarta-feira, em João Pessoa”.

     

    Prossegue a matéria: “Estiveram presentes ao Gabinete do prefeito, o diretor geral do CEFET-PB, professor João Batista de Oliveira; o diretor de Ensino, Raimundo Nonato; o engenheiro Gilvan Porto e o diretor do CEFET de Campina Grande, Cícero Nicácio. A PMCG viabilizou a doação de terreno; projetos arquitônico e complementares e o pagamento de custas cartoriais. Por conta disso, ao mesmo tempo em que manifestaram gratidão pelo apoio do município, os diretores lamentaram o aproveitamento eleitoreiro da obra por parte de grupos políticos que atuam na região”.

     

    No mais, é lamentar que a estratégia dos pré-candidatos tenha sido a prática de usar da mentira para se auto promover, como foi o caso do presidente da Assembléia Legislativa, que criou um factóide naquela história de “Escândalo do Fome Zero”. Por isso que na pesquisa aparece com apenas 0,17% das intenções de voto, perdendo até mesmo para a jornalista Lídia Moura. Esse não tem voto e é um ilustre desconhecido do povo.

     

    Volto ao assunto.  Até a próxima!



    Escrito por Josué Jornalista às 10h52
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    O jornal A União e sua potencialidade

    Acompanhei atentamente as discussões no TRE-PB sobre a potencialidade ou não do jornal oficial A União para influenciar num processo eleitoral, objeto de solicitação por parte do Ministério Público Eleitoral para nova cassação do Governador Cássio Cunha Lima (já cassado no processo da FAC).

     

    Incrível mesmo foi a defesa do advogado do superintendente de A União, Itamar Cândiso. Delosmar Mendonça argumentou que falta ao periódico potencialidade para interferir no pleito e quebrar a igualdade de oportunidade entre os candidatos. Ele afirmou que o paraibano lê muito pouco jornal.

     

    Ora, se o paraibano lê pouco jornal, por que mesmo houve a determinação de se ampliar a impressão de A União? Foram nada menos que quase 1 milhão de jornais publicados no ano, quase empatando com o Correio da Paraíba. Pode? E tem mais, circulou até num domingo, no dia da eleição, com aquela pesquisa do Ibope.

     

    Antes que algum engraçadinho comente que sou parcial, faço questão de registrar que apenas estou me apegando ao fato da União ter aumentado a sua tiragem. Até concordo com o nobre advogado Deslomar. O paraibano pode até lê jornal muito pouco, mas em período eleitoral, com fotos imensas do Governador Cássio na primeira página, entregue de mão em mão, de cidade em cidade, pode ter certeza, exerce sim influencia como fator propagandista.

     

    Já fui repórter do jornal A União, na sucursal de Campina Grande. Quando Cássio assumiu o Governo, na primeira gestão, veio uma determinação de João Pessoa informando que o jornal não mais divulgaria o nome do Governador. Seriam divulgadas apenas as ações de Governo. Os jornalistas comemoraram a decisão. Por um certo período, o nome de Cássio realmente não surgiu em nenhuma matéria, mas isso durou poucos meses. Aí a coisa desandou e Cássio virou a atração maior, com fotografias em primeira página, tomando o espaço inteiro.

     

    E tem mais, o seu principal editor político, Geovaldo de Carvalho, realmente só faz comentários criticando os opositores ao Governador. Atualmente ele tem dirigido ataques ferozes ao prefeito Veneziano Vital do Rêgo, chamando-a abertamente de ladrão.

     

    Concordo que o jornal A União deve sair das mãos do Governo do Estado e ser gerenciado, quem sabe, pelo Departamento de Comunicação da Universidade Federal, em João Pessoa, no caso de Campina Grande, pelo Curso de Comunicação da UEPB. Assim sendo, acaba com essa ingerência política no centenário jornal A União.



    Escrito por Josué Jornalista às 18h46
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    Uma imagem que vale por mil palavras

    Uma imagem que vale por mil palavras

    A notícia que se segue foi publicada originalmente no site Carta Maior, evidenciando uma fotografia em que aparece em destaque o Presidente Lula e o Governador Cássio Cunha Lima, no processo da FAC que originou a sua cassação. Vejam a foto que acompanha texto.

    O jornal gaúcho Zero Hora publicou uma matéria falando sobre a ameaça de cassação do mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB). Curiosamente, na foto que ilustra a matéria, quem aparece em destaque é....o presidente Lula.

    Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

     

    A Paraíba pauta a imprensa

    A Paraíba tem pautado a imprensa brasileira com assuntos de tirar o fôlego. Os jornalistas não têm do que reclamar, pois as notícias fluem constantemente. Basta uma rápida pesquisa na Internet para constatar como nosso Estado tem sido destaque de capa em todos os Portais. O grupo Cunha Lima, que sempre foi muito bom de mídia, é a bola da vez. Ronaldo supera o filho, tem mais ibope, mas tudo indica que o filho, Cássio, vai superá-lo e ocupar mais espaços a partir desta quinta-feira, dia 08, caso seja novamente cassado pelo TRE-PB.

     

    O site http://wwwmarcioporto.wordpress.com, evidencia aquele bilhete que teria sido escrito por Tarcísio Burity, no leito de hospital. Destaca que o ex-governador teria interferido para que um pistoleiro não matasse Ronaldo. Tudo já estaria acertado. Ronaldo seria morto na rodoviária de João Pessoa. Acompanhem a matéria que transcrevo abaixo.

     

    Burity evitou atentado contra Ronaldo Cunha Lima

     

    Mesmo ferido gravemente num leito de hospital, Tarcísio Burity encontrou forças para escrever um bilhete à família, dirigido particularmente a seus filhos, pedindo para que descartassem qualquer tipo de vingança contra seu agressor, Ronaldo Cunha Lima. O bilhete chegou a ser reproduzido na imprensa paraibana, nas edições dos jornais entre 6 e 7 de novembro de 1993.

     

    Cinco anos depois, em entrevista ao semanário Jornal da Gente, editado por Gonzaga Rodrigues e Rubens Nóbrega, Burity faria uma nova revelação acerca da firmeza com que teria evitado desdobramentos ainda mais trágicos à sua tragédia pessoal. O ex-governador contou aos editores e redatores do tablóide que impediu um atentado contra a vida do inimigo.

     

    Burity ainda convalescia do Gulliver, na UTI do Hospital Samaratino, quando foi informado por uma pessoa bem próxima dele (da qual jamais revelou a identidade) de que no Terminal de Rodoviário de João Pessoa encontrava-se um homem contratado por amigos do ex-governador para fazer o mesmo que lhe fizera Ronaldo. O pistoleiro aguardava tão somente o “de acordo” de Burity para agir.

     

    O plano foi imediatamente desautorizado. O suposto matador orientado a tomar um ônibus e voltar para de onde veio. “Ronaldo agradeça a mim continuar vivo” foi o título da matéria de capa do Jornal da Gente que circulou entre 1997 e 98 em João Pessoa, com a entrevista de Burity ocupando as páginas centrais daquela que foi a edição mais procurada e comentada do semanário de vida curtíssima. 

     

    Apesar de ter dissuadido familiares e amigos de qualquer retaliação contra o homem que tentou matá-lo, Burity lutou na Justiça, até o fim da vida, contra a impunidade do agressor. Mesmo que tenha, eventualmente, cedido a apelos para perdoar Ronaldo Cunha Lima, enquanto teve forças o ex-governador fez o que pôde para ver o desfecho do processo contra o hoje deputado federal.

     

    Além de lutar contra a impunidade do autor de um crime contra a vida, Burity teve ainda que amargar duas grandes derrotas eleitorais para candidatos apoiados pelos Cunha Lima. Em 1998, candidatou-se e perdeu a cadeira do Senado para Ney Suassuna (PMDB). Em 2002, disputou e perdeu outra vez uma das duas vagas para o Senado, dessa vez para Efraim Morais (PFL).

     

    Mesmo antes de sofrer o atentado no Gulliver, Burity já enfrentava um tremendo desgaste de sua imagem pública, graças sobretudo ao sistemático ataque que sofreu durante o governo de Ronaldo (1991-94), que acusava o antecessor de ter atrasado seis meses de salário do funcionalismo, de demitir 28 mil servidores em 1987 e de fechar o Paraiban.

     

    Ser responsabilizado por atraso no pagamento e demissão de funcionários num Estado onde o governo é o grande empregador acaba com o cartaz de qualquer político. Tanto que de nada adiantou a Burity explicar exaustivamente que o atraso da folha afetou uma ou duas categorias mais abastadas do serviço público, apenas, que as demissões foram ordenadas pelo Tribunal de Contas por serem absolutamente irregulares as 28 mil nomeações daqueles servidores e que o banco do Estado fechara por exclusiva vontade do governo Collor.

     

    A campanha sistemática empreendida com muita competência e aplicação pelos adversários fez estrago tamanho na popularidade do ex-governador que grande parte da população esqueceu, inclusive e quase por completo, o Burity I (1979-82), uma das mais operosas gestões governamentais de toda a história político-administrativa da Paraíba.

     

    Frase do Coordenador Político da Prefeitura de Campina Grande, Alex Azevedo:

     

    “A Paraíba vai ser outra a partir desta quinta-feira”. Tem a ver com o julgamento do TRE nesta quinta?

     



    Escrito por Josué Jornalista às 19h10
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    Ronaldo, o gazeteiro que virou manchete como previu sua mãe

    A renúncia do poeta Ronaldo Cunha Lima na vaga de deputado federal continua rendendo matérias na imprensa de todo o Brasil. Aqui na Paraíba, não se fala em outra coisa, claro concorrendo igualmente com o processo de cassação do Governador Cássio Cunha Lima (filho de Ronaldo).

     

    A chamara grande mídia (que pra mim é igual às demais, com erros e acertos), tem questionado com contundência a estratégia do poeta de renunciar na véspera de ser julgado pelo STF.

     

    A história de Ronaldo Cunha Lima é marcada por acertos e também por erros. Afinal de contas, ele é humano, passível de cometer atitudes insanas, como a que vitimou o ex-governador Burity.

     

    Ronaldo já foi de tudo na vida pública: vereador, deputado, prefeito, Governador, Senador. Hoje é notícia por um crime ocorrido há exatos 14 anos. O destino realmente é mesmo irônico. Quem diria que o ex-gazeteiro (vendedor de jornais), hoje estaria nas principais manchetes dos jornais espalhados pelo País, mas de uma forma trágica.

     

    E foi justamente aos nove anos de idade que Ronaldo exerceu seu primeiro emprego. Gazeteiro. Ele anunciava as manchetes dos jornais e, um dia, ao reclamar do emprego, ouviu sua mãe (Francisca Bandeira da Cunha – D. Nenzinha) dizer: “Hoje, meu filho, você anuncia as manchetes dos jornais. Amanhã, você será as manchetes dos jornais”.

     

    É bom lembrar que bem recentemente, após o episódio do Gulliver, o mesmo Ronaldo protagonizou cenas que quase resultaram em fatos graves. Foi no Clube Campestre, quando o poeta rompeu politicamente com o Senador José Maranhão (também desafeto da família). Ronaldo queria ser o candidato a Governador do partido, o PMDB, e acusou Maranhão de lhe passar a perna. Naquele dia, por muito pouco uma festa quase terminava em tragédia.  Ronaldo foi contido por amigos a não tomar uma atitude mais drástica.

     

    No Editorial do respeitado Jornal do Brasil, edição do dia 03 passado, o caso Ronaldo Cunha Lima é tratado de uma forma contrária aos que defendem o poeta na Paraíba. Num dos trechos, o editorial diz: É justa a indignação do ministro Joaquim Barbosa. Foi mesmo "um escárnio com a Justiça brasileira" a renúncia ao mandato do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), para escapar de iminente condenação por tentativa de homicídio, crime praticado há quase 14 anos em seu Estado natal. Com um discurso vazio, alegou preferir ser julgado na Justiça comum, como qualquer cidadão. Abusou dos artifícios legais, por mais de uma década, e continuou por aí, para ganhar mais tempo em liberdade. Na quinta-feira, internou-se em um hospital de João Pessoa, com arritmia cardíaca”.

     

    O caso ainda terá vários desdobramentos e será objeto de discussões no mundo acadêmico de todo o Brasil. Ficou patente que, pelo menos na área jurídica, há um consenso que o poeta deve ser mesmo julgado pelo STF, apesar de ter mais de 70 anos de idade e o crime ter ocorrido há 14 anos. Dizem que todos são iguais perante a Lei, inclusive os poetas.

     

    Blog procura advogado para Cássio

     

    O blog do Dércio (www.dercio.com.br) está à procura de um advogado para o Governador Cássio Cunha Lima para melhor defendê-lo nos processos que tramitam na Justiça Eleitoral. Vejam o que diz o blog: “Para usar um superlativo eu definiria a banca jurídica que assessora o governador Cássio Cunha Lima como a mais incompetente do mundo. Nada pessoal contra nenhum dos nobres advogados, que individualmente brilham nos quatro cantos do saber jurídico, mas que quando se juntam só conseguem fazer raiva. E às vezes nem isso, pois cometem erros hilários. Qualquer Zé Buchinho lá de Coxixola consegue identificar os sete erros cometidos e que levaram o governador à cassação”. Advogados interessados devem enviar e-mail ao blog ou procurar o Governador, por enquanto residindo em João Pessoa.

     

     

    Frase que encontrei em um site

     

    TSE tem 35 mil motivos para manter a cassação de Cássio Cunha Lima”- http://noticiasworld.wordpress.com/



    Escrito por Josué Jornalista às 13h15
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    A Paraíba é manchete nacional

    Reproduzo neste espaço alguns títulos de matérias que saíram em nível nacional relacionadas à renúncia de Ronaldo Cunha Lima, na Câmara Federal. No geral, críticas à postura do ex-deputado, bem como discussões sobre o fim da imunidade parlamentar. Para a Paraíba foi péssimo. Desde que me conheço de gente que tenho visto este Estado sendo jogado na lata do lixo por conta das ações dos políticos desta terra.  O atentado contra a vida de Burity; a prisão de Cícero Lucena; as denúncias contra o então superintendente da Sudene, Cássio Cunha Lima, na questão de supostos favorecimentos a empresários por intermédio do Finor; a cassação de Cássio com dinheiro sendo jogado pela janela, utilização de 35 mil cheques em ano eleitoral, etc; e não venham me dizer que o fato de José Maranhão ter cabeças de bois é um crime, porque não vejo nada em se ter uma propriedade rural de forma legal, até que se prove o contrário.

    Vamos então às manchetes relacionadas ao hoje poeta Ronaldo Cunha Lima, após deixar o cargo de deputado;

    1 - ESTADO DE MINAS-EDITORIAL: Valhacouto de marginais
    Renúncia de deputado mostra que privilégios estão desvirtuando o Legislativo

      As pessoas de bem não podem perder a capacidade de se indignar. Mas, no Brasil de hoje, para muitos casos, a indignação já não basta. Passa da hora de se fazer algo para que as coisas mudem. É o caso das distorções que, movidas pela falta de escrúpulos de muitos, conseguiram avacalhar de tal maneira o instituto do foro privilegiado que não dá mais para mantê-lo. É para isso que deve servir a indignação causada pela renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), para escapar do julgamento por tentativa de homicídio pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É um caso típico de esperteza dentro da lei, o que mostra que a lei é uma excrescência.

      O indigitado ex-deputado começou a externar em 1993, num restaurante de João Pessoa, a sua educação cívica e seu preparo para conviver com os contrários, como manda o figurino democrático, ao desferir três tiros a queima roupa em um de seus adversários políticos, o ex-governador Tarcísio Burity. A vítima ficou ferida, mas não morreu em decorrência dos disparos. Como havia testemunhas, Cunha Lima não teve como negar o ato de valentia. Réu confesso, ele já deveria estar cumprindo pena, se fosse um brasileiro qualquer. Mas, como pessoa de projeção, líder político em seu estado, ele conseguiu manter-se, desde então, no mandato de deputado federal, enquanto sua vítima acabou morrendo de outra causa.

    2 - O ESTADO DE SÃO PAULO-EDITORIAL: Escárnio à Justiça

      Foi o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), quem melhor definiu a atitude do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) de renunciar ao mandato às vésperas de receber uma provável condenação, depois de se ter valido, por 12 anos, da prerrogativa de ser julgado (por um crime comum, de tentativa de homicídio) pela mais alta Corte de Justiça do País. “O ato dele é um escárnio para com a Justiça, em geral, e o STF, em particular. O gesto mostra como é perverso o foro privilegiado. Ele tem o direito de renunciar, mas o que ele quis foi impedir que a Justiça se pronunciasse” - disse o ministro Joaquim Barbosa, que foi o relator do processo, no Supremo, contra o deputado.

      Realmente, trata-se de uma situação surrealista, de pleno deboche e colossal cinismo, especialmente expressos no texto da carta do renunciante, nestes termos: “Renuncio ao mandato de deputado federal, representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse mesmo povo me julgue, sem prerrogativa de foro, como um igual que sempre fui.” É d’escachar! Vejam-se os fatos: em 1993, quando era governador da Paraíba, Cunha Lima disparou três tiros em seu adversário político Tarcisio Burity, em um restaurante de João Pessoa. Burity sobreviveu ao atentado, vindo a morrer em 2003, de “morte morrida”. Desde 1993 o ex-governador, réu confesso, tinha mandatos no Congresso - elegeu-se senador e, em seguida, deputado por duas legislaturas. Isso lhe garantia o privilégio de só ser julgado pelo STF - onde, segundo seus próprios ministros, os processos criminais se arrastam por falta de estrutura da Corte para atuar nesse campo, assim como por seu número reduzido de integrantes (11).

      3 - FOLHA DE SÃO PAULO - EDITORIAL: Um igual

    O EX-GOVERNADOR da Paraíba e ex-parlamentar tucano Ronaldo Cunha Lima exerceu um direito ao renunciar a seu mandato de deputado federal para evitar uma condenação no Supremo Tribunal Federal. Poderia, entretanto, ter poupado o Parlamento e a Justiça de seu cinismo. Afirmou que deixa o cargo, "a fim de possibilitar que esse povo [da Paraíba] me julgue, sem prerrogativa de foro, como um igual que sempre fui".

      Por 14 anos, o político escondeu-se atrás de mandatos para evitar julgamento. Foi só agora, quando pela primeira vez o Supremo iria exercer sua obrigação de julgar parlamentares, que resolveu tornar-se um "igual".

      Em 1993, então governador, Cunha Lima disparou três vezes contra seu adversário Tarcísio Burity, dentro de um restaurante em João Pessoa. Burity sobreviveu ao ataque -morreu dez anos depois, por causas não relacionadas. Cunha Lima alegou "legítima defesa da honra". Com a renúncia, o caso volta para a Justiça da Paraíba, onde possivelmente prescreverá. O réu tem 71 anos, o que faz os prazos correrem mais depressa, e o Estado é governado por seu filho Cássio.

      Casos assim, que desmoralizam a idéia de justiça, têm raiz na lentidão do Judiciário. A prerrogativa do foro especial, pensada para proteger autoridades de perseguições, deveria estar associada a julgamentos mais céleres. Os foros privilegiados são também as cortes mais altas, onde os casos estão mais próximos do trânsito em julgado.

    5 - O GLOBO: Senadores apóiam "escárnio" de Cunha Lima

      Líder do PSDB chega a dizer que paraibano mostra "espírito grandioso" ao optar ser julgado por júri popular

    Adriana Vasconcelos

      BRASÍLIA. Mesmo após o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) renunciar ao mandato para não ser julgado no Supremo Tribunal Federal por tentativa de homicídio, pelo menos 12 senadores se solidarizaram com ele. Cunha Lima abriu mão do foro privilegiado que o protegeu nos últimos 12 anos como última estratégia para fugir de uma possível condenação. Há 14 anos, então governador da Paraíba, ele entrou em um restaurante de João Pessoa e deu três tiros no seu antecessor, Tarcísio Burity. Com a renúncia, o processo agora volta para a Justiça comum, na Paraíba. O ministro do Supremo Joaquim Barbosa chamou a manobra de Cunha Lima de escárnio.

      Primeiro a se solidarizar na tribuna foi Cícero Lucena

      Da tribuna, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), que ingressou na política pelas mãos de Cunha Lima, anteontem foi o primeiro a se solidarizar com o amigo e conterrâneo.

      - O Senado é testemunha da integridade insuperável e da profunda sensibilidade humana que são marcas da vida do homem e do poeta. Dolorosamente foi traído em algum momento da sua vida pela dramaticidade de um gesto e de uma circunstância. Testemunhei eu próprio a dor que o fato lhe causou, a marca que lhe deixou na alma, tão profunda que o tempo não cicatrizou. Ronaldo sangra até hoje - lamentou.

      Foi a deixa para que outros senadores se solidarizassem com o ex-colega de Senado.

      - A notícia da renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima me pegou de surpresa, e eu custei a entender as razões nobres que a motivaram, porque o meu primeiro ímpeto foi lamentar o que pode ser a perda momentânea da convivência com uma figura tão encantadora e de tanta riqueza humana. A grande verdade é que essa renúncia, mais uma vez, mostra o espírito grandioso de Cunha Lima, porque ele pretende mesmo é ser julgado pelo júri popular. Abriu mão do que chamam uns de foro privilegiado e que eu prefiro, de maneira moderada, chamar de foro especial - salientou o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

      Marcelo Crivella (PRB-RJ) fez questão de elogiar a iniciativa de Cícero Lucena em homenagear Cunha Lima da tribuna:

      - Gostaria apenas de expressar minha profunda tristeza. Sei que Ronaldo Cunha Lima, o governador, senador, deputado, servidor do povo, amigo de todos, já enfrentou, na vida pública, tantos agravos, injúrias e calúnias que nos lançam os ódios e as paixões inerentes à vida parlamentar, hoje se vê na situação de renunciar a um mandato que o povo lhe deu. Quero solidarizar-me com Vossa Excelência, esperando que o nosso deputado possa encontrar, nesse exílio que se auto-impõe, os momentos mais sublimes da sua alma como estadista e, na planície, como dizemos, forças também para vencer mais essa etapa da sua trajetória.

      Suplicy fez questão de expressar "apreço"

      Embora o gesto de Cunha Lima tenha levado alguns petistas na Câmara a ironizar a ética tucana, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) não escondeu sua simpatia pelo ex-deputado:

      - Gostaria de expressar também este sentimento de apreço por ele. Certamente, ele tem também esse sentimento por parte do povo da Paraíba.

      Um dos poucos a propor uma reflexão, mesmo assim sobre o foro privilegiado, foi Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).

      - O gesto do deputado Ronaldo Cunha Lima é importante até para demonstrar que realmente essa questão da imunidade parlamentar e do foro privilegiado tem de ser repensada e revisada - sugeriu.

    6 - FOLHA DE SÃO PAULO: Manobras jurídicas podem livrar Cunha Lima de pena

      Ex-deputado que atirou em adversário será julgado em tribunal do júri na Paraíba

      A data máxima para que o crime seja declarado prescrito é 2012; tucano renunciou à Câmara para evitar julgamento no STF

      SILVANA DE FREITAS

      DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

      O ex-deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) deverá ser julgado por tribunal do júri na Paraíba, onde aposta na absolvição. Mesmo que seja condenado por tentativa de homicídio, ele poderá se livrar da pena se tiver êxito em novas manobras jurídicas até 2012, data máxima para que o crime seja declarado prescrito.

      Desde 1993, quando deu dois tiros no ex-governador Tarcisio Burity, seu adversário político, ele recorreu a estratégias à sua disposição como o foro privilegiado e a imunidade parlamentar, para protelar o andamento do processo e impedir que ele chegasse ao fim.

      O ex-deputado renunciou anteontem ao mandato, por receio de ser condenado pelo STF, que o julgaria na segunda-feira. Ainda no mandato, que lhe garantia foro privilegiado nesse tribunal, ele solicitou o envio do processo para júri em João Pessoa, alegando ser acusado de crime contra a vida, mas o pedido foi negado.

      O cálculo da prescrição depende da pena a ser fixada e da idade do réu -o prazo cai para a metade quando a pessoa tem mais de 70 anos.

      No caso de Cunha Lima, 71, o crime estará prescrito no máximo em 2012, dez anos depois da abertura do processo no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo o advogado criminalista Nabor Bulhões, que atuou nesse processo como assistente de acusação. Se condenado pelo júri, ele poderá recorrer a várias instâncias, inclusive ao Supremo.

      Andamento

      Ele se beneficiou duas vezes de apoio político para barrar o curso do processo judicial. Em 1994, a Assembléia Legislativa da Paraíba negou licença para que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) processasse o então governador Cunha Lima.

      Em 1999, após quatro anos de silêncio, o Senado rejeitou pedido de licença para que o STF abrisse o processo contra o então senador. A ação penal só foi instaurada após uma emenda constitucional dispensar esse aval do Congresso.

      Procurado pela Folha, o presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Rodrigo Collaço, defendeu o fim do foro privilegiado, dizendo que ele favorece a manobra.



    Escrito por Josué Jornalista às 12h16
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    A pesquisa dos Associados: uma vergonha

    Inicialmente foi a publicação de um mentiroso “Escândalo no Programa Fome Zero”, desmascarado pelo vice-prefeito José Luiz Júnior, ao constatar que falsificaram a assinatura de um integrante do programa em depoimento apresentado à imprensa pelo presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, naquele “Circo” montado na Câmara Municipal de Campina Grande.

     

    E os Associados surgem com mais uma mentira deslavada. Publicaram no último dia 28 uma pesquisa de opinião pública sobre o processo sucessório em Campina Grande. Foram ouvidas 406 pessoas em seis dias pelo Ibope (foi esse mesmo o Instituto?)

     

    Na pesquisa espontânea (naquela em que não são apresentados os candidatos), Veneziano aparece com 42 por cento das intenções de voto, contra 17% de Rômulo Gouveia (que já perdeu para o então vereador Vené em 2004), seguido do deputado-secretário Romero Rodrigues com 6% e os demais, Enivaldo, Damião Feliciano e o presidente da Assembléia, com apenas 1%.

     

    Mas o incrível foi acompanhar o resultado da pesquisa Estimulada (quando são apresentados os candidatos), tendo Veneziano obtido 44% e Rômulo Gouveia, que tinha apenas 17% na Pesquisa Espontânea, saltou espetacularmente para 50 por cento.

     

    O Diário da Borborema, o Jornal O Norte e os demais órgãos dos Associados deveriam ter vergonha em publicar uma pesquisa como esta. É um verdadeiro atentando ao povo inteligente de Campina Grande. Parece que perderam o senso da responsabilidade jornalística e estou convicto que faz tempo que não mais a possuem. Não seguem o legado deixado pelo mestre Assis Chateaubriand Bandeira de Melo.

     

    Não faz sentido algum o resultado da pesquisa. O entrevistado não mudaria de voto só porque os candidatos foram apresentados. Conversei com vários marqueteiros, dentre eles o vitorioso Lucas Sales, da Agência 9-Idéia, que disse ter ficado perplexo com a pesquisa dos Associados.

     

    Embora esteja decepcionado com o comportamento dos Associados, não fico surpreso, pois já tenho acompanhado outras investidas contra prefeitos, caso de Cozete Barbosa, que comeu o pão que o diabo amassou nas mãos do DB.

     

    Claro que existem outros componentes por trás desta pesquisa publicada pelos Associados, que nem chegou a divulgar que faria tal trabalho de coleta de dados. Informações de bastidores dão conta que foi um contraponto ao resultado da pesquisa da Consult, divulgada pelo Jornal da Paraíba no mesmo dia 28, que dá boa vantagem ao prefeito Veneziano Vital do Rêgo.

     

    Há tanto interesse na pesquisa publicada pelo DB e o Norte que correligionários do Governador Cássio em Campina Grande mandaram confeccionar panfletos com o resultado da pesquisa e distribuíram de casa em casa, em vários bairros da cidade, espalhando a mentira.

     

    Como bem disse o secretário Alex Azevedo, de Assuntos Políticos da Prefeitura de Campina Grande, a oposição ao prefeito Veneziano reza pela cartilha de Hitler, que quer fazer mil mentiras se constituir em verdades. Mas Campina tem um povo sábio, que saberá separar a verdade da mentira.



    Escrito por Josué Jornalista às 18h54
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    O Circo chegou e custou R$ 30 mil pra ser ao vivo!

    Foi um dia inesquecível. O circo foi montado de véspera. Estrutura de primeiro mundo. Quando cheguei à Câmara Municipal de Campina Grande, quando vi a estrutura de imprensa lá montada, repórteres a postos, correria para todos os lados, telefones à mostra, policiais militares em posição de ataque, jurei que se tratava de uma entrevista coletiva com Sua Excelência o Presidente da República.

     

    Os Diários Associados –TV, Rádio e Jornal mandaram toda a equipe. E olha que tudo foi transmito ao vivo pela TV Borborema, um festival de audiência no horário. No cardápio, denúncias contra o prefeito Veneziano Vital a serem apresentadas pelo presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, que faço questão nem citar o nome dele, um zero à esquerda como político.

     

    E soube que a negociação com os Associados custou R$ 30 mil pela cobertura ao vivo. A informação foi passada ao Departamento de Comunicação do prefeito Veneziano por ‘gente graúda’ dos Associados. E disse mais, o pagamento foi feito em espécie. Só resta saber a procedência dessa dinheirama toda.

     

    Estavam todos lá – A Campina FM, a rádio Borborema, da mesma forma ao vivo, além de sites de João Pessoa, emissoras comunitárias, que não têm nada de trabalho comunitário, bem como assessores do Governador Cássio, advogados seus, jornalistas , toda a turma, gente que nunca mais tinha visto na cidade...   

     

    E soube que o pagamento não foi apenas para os Associados. Outros órgãos de comunicação também teriam sido beneficiados com gorda verba. Pois é, parece que a viúva é quem está pagando tudo. Pobre Paraíba.

     

    Pois bem, o espetáculo durou cerca de 1 hora. Denúncias atingindo um homem de bem, um homem de Deus – José Luiz Júnior, Coordenador do Programa Fome Zero na cidade. Zé Luiz, 68 anos, ex-campeão pelo Treze Futebol Clube, pelo Campinense, ex -jogador do Botafogo, respondeu à altura e provou que tudo não passou de uma armação.

     

    Chegaram até ao absurdo de forjar o depoimento de um funcionário da Prefeitura contra Zé Luiz. Tiago Soares Santos teria prestado depoimento ao deputado e dito “boas” sobre a administração do Fome Zero,tudo registrado em cartório. Só que Tiago apareceu e desmentiu tudo. Disse que assinatura no depoimento não é dele,mas que lhe ofereceram R$ 1.500,00 de salário na Assembléia, a mesma que é presidida pelo deputado das denúncias mentirosas.

     

    Vocês viram que é tudo armação, tendo ao seu lado gente que pensava que também tinha bom senso, como meu amigo Romero Rodrigues, a quem tinha uma grande estima, mas que também está se perdendo por concordar com esse tipo de comportamento.

     

    O circo foi desmontado,os Associados ganharam R$ 30 mil; o Diário da Borborema atendeu às expectativas do chefe Maior e disse na manchete do dia seguinte que haveria Escândalo no Fome Zero; o Jornal da Paraíba também deu uma manchete respaldando as denúncias do chefe. Tudo em casa!.

     

    Os Associados, o Jornal da Paraíba, e outros meios de comunicação, só esqueceram de uma coisa. Nada melhor como um dia após o outro...Vi no semblante do jovem prefeito Veneziano um sentimento de desgosto ante o comportamento da nossa imprensa, uma vergonha...

     

    Volto ao assunto, evidenciando na próxima coluna as presenças inusitadas na sessão da Câmara Municipal e trazendo também o resultado de umas investigações que fiz por conta própria, envolvendo deputado bonzinho, rapaz de aparência amiga, mas que de besta não tem nada. Ganhou muito dinheiro de uma certa instituição, com direito a repartir o bolo com um parente também conhecido. Aguardem que será uma bomba...



    Escrito por Josué Jornalista às 19h07
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    Rápidas de Josué

     - E não é que o ex-governador ocioso Ronaldo Cunha Lima tentou enganar até o Supremo Tribunal Federal, ao dizer que agiu em legítima defesa quando atirou três vezes em Tarcísio Burity? Naquele ano de 1993, Ronaldo disse que quando entrava no restaurante Gulliver, em João Pessoa, pensava que Burity iria atirar contra ele. Só que a vítima estava de costas e só não morreu na hora porque não era a hora dela.

     

    - O site do Dércio virou piada em Campina. É recheado de mentiras, tudo para atender reclamos do chefe maior, que vocês sabem muito bem quem é...

     

    - O cabeludo ta dando um trabalho danado à turma do atraso. Andam inventando cada contra uma contra ele. “Para quem já foi acusado injustamente de integrar grupo de pedofilia na campanha de 2004, tudo isso é café pequeno”, disse Veneziano.

     

    - O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Artur Cunha Lima, promete nesta quarta-feira, 24, apresentar graves denúncias contra o prefeito Veneziano. O prefeito está em Brasília e disse que “Campina conhece muito bem as práticas arrogantes e mentirosas do deputado”.

     

     - O jornalista Kennedy Sales, que tem programa diário na Rádio Caturité AM, alfinetou integrantes do programa que antecede o seu, na mesma emissora. Acusa os profissionais de produzirem ‘matérias de gaveta’ para atacar o prefeito Veneziano. Kennedy é Coordenador de Comunicação da Prefeitura.

     

    - O padre Júlio Paiva, grande desafeto da família Cunha Lima, disse a este colunista que Cássio e Ronaldo estão pagando pelo que fizeram de ruim a ele e ao Estado: “eu joguei uma praga contra a família inteira e eles ainda vão sofrer muito”.

     

    - O deputado Romero Rodrigues tem sido muito injusto com o prefeito Veneziano ao criar factóides

     

    - Tem radialista à flor da pele em Campina Grande, tudo porque está para perder certas vantagens no Governo do Estado, caso o Governador Cássio tenha a cassação mantida pelo TSE.

     

    - Os candidatos do ócio. É assim que devem ser denominados alguns “auxiliares” do Governador Cássio, alguns deles até parentes, que pretendem se candidatar a vereador em 2008.

     

    - Aquela fotografia da carroça de burro ‘inaugurando‘ o Viaduto de Campina Grande concorrerá a prêmio em Concurso de Jornalismo em João Pessoa. Este colunista é autor da polêmica foto.

     

    Até a próxima.



    Escrito por Josué Jornalista às 19h13
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    Cássio e os discos voadores

    Podem falar o que quiserem do Governador Cássio, mas ele tem se revelado um grande contador de histórias. Foi incrível acompanhar a entrevista coletiva concedida à imprensa nesta quinta-feira, 18, em João Pessoa, após o retorno dos Estados Unidos. Boa parte do tempo foi para proferir ataques ao Sistema Correio de Comunicação, a quem acusa de ter inventado a distribuição de cheques da FAC e influenciando na decisão do Tribunal Regional Eleitoral que cassou o seu mandato.

    O irônico foi ainda verificar que o Sistema Correio de Comunicação e mais 17 emissoras espalhadas pela Paraíba transmitiram ao vivo a entrevista do Governador, sem cortes. Em Campina Grande, apenas a Correio FM 98.1 fez a devida transmissão.

     

    Hilário mesmo foi quando o Governador comparou a “invenção” da distribuição de cheques com uma história fantástica, verídica, ocorrida nos Estados Unidos, quando um jornalista simulou a transmissão ao vivo de uma invasão de extraterrestres a Nova York. A “invasão” foi uma brincadeira de mau gosto e que até virou filme depois. Eu não agüentei ouvir a comparação feita por Cássio na questão da distribuição dos cheques com a ocupação dos ET’s aos EUA. Amigos leitores, é ou não é fantástica a criatividade do Governador?

     

    Mais à frente, quando perguntado da sua expectativa ante a mais um processo que enfrentará no TRE, Cássio disse que estava tranqüilo, já que já havia comprovação do Tribunal que o Jornal oficial A União não tem potencialidade para influenciar em um processo eleitoral, por ser sua tiragem inexpressiva.

     

    E não foi isso que comprovou o Ministério Público Eleitoral. Façam o seguinte amigos leitores, acessem o site http://www.prpb.mpf.gov.br/ e vejam vocês mesmos o parecer, cliquem em notícias anteriores e pesquisem o mês de junho, quando verificarão, inclusive com reproduções do jornal A União, que houve sim utilização indevida deste meio de comunicação.

     

    De acordo com Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) nº 251, ajuizada em 30 de setembro de 2006, “na maioria dos exemplares do periódico nos anos de 2005 e 2006, fica clara a permanente exaltação e divulgação da imagem de governador do estado, por meio de reportagens de capa e de matérias dispostas em páginas internas. Este fato configura violação ao artigo 37, parágrafo 1º da Constituição Federal, segundo o qual a “publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.

     

    Nas suas alegações finais, destaca o Ministério Público Eleitoral que o esforço de promoção pessoal do governador, contido naquele veículo de comunicação, culminou com a publicação de edições-extra no dia 2 de outubro de 2006 (data imediatamente após o primeiro turno) e no dia 29 de outubro (dia do segundo turno), fazendo propaganda eleitoral direta em favor daquele candidato.

     

    O MP Eleitoral argumenta ainda que o Jornal A União promoveu intensa e evidente publicidade institucional, ao longo de quase todo período eleitoral de 2006, disfarçada sob forma de matérias jornalísticas. Para se constatar tal fato, basta um exame superficial das manchetes de capa do período eleitoral, sendo que, apenas com o deferimento de medida liminar, pelo então corregedor Alexandre Targino Gomes Falcão, a pedido do MP Eleitoral, é que se modificou o foco das matérias veiculadas pelo jornal, isto já às vésperas da realização do segundo turno. A referida liminar aplicava multa para o caso de reincidência na veiculação de propaganda institucional, e não foi objeto de recurso dos investigados.

       Os advogados do governador e do superintendente chegaram a argumentar que as reportagens do Jornal A União constituíam, apenas, matérias jornalísticas isentas. No entanto, lembrou o MP Eleitoral, que o próprio governador, ao apresentar contestação sobre possível propaganda política extemporânea no Jornal a União, em outro processo, havia afirmado expressamente que o veículo em questão servia justamente para divulgação das ações administrativas do governo.

     

    Potencialidade eleitoral

       Para o Ministério Público Eleitoral, os fatos apurados na Aije tiveram potencialidade para comprometer a isonomia entre os candidatos ao pleito 2006, tendo em vista o alcance da distribuição do veículo de comunicação, custeado com recursos públicos. Pela prova trazida aos autos, o Jornal A União tem tiragem próxima a cinco mil exemplares diários, dos quais cerca de 80% são distribuídos gratuitamente, o que resulta num número próximo a um milhão de exemplares veiculadores de propaganda do governo do estado por ano, número este, inclusive, próximo à tiragem do jornal de maior circulação do estado da Paraíba.

     

    Precedentes do TSE

    Para atingir tais conclusões, o Ministério Público Eleitoral se orientou por precedentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que restaram punidas situações até menos graves.

    No Recurso Ordinário nº 688/SC (caso semelhante anteriormente ocorrido em Santa Catarina), a Corte Superior entendeu que a distribuição de jornais com tiragem expressiva (cinco mil exemplares distribuídos gratuitamente), exaltando a imagem do então candidato a deputado estadual Celso Matiollo, constituía abuso de poder econômico e de mídia. O TSE manteve a cassação do registro de deputado estadual.

    Em relação aquele candidato a deputado, foram analisados pelo TSE apenas nove exemplares do informativo, editado próximo às eleições, com recursos exclusivamente privados, nos quais constavam matérias enaltecedoras sobre o político cassado.

    No caso do Recurso Ordinário nº 12244/PB, referente ao ex-senador paraibano Humberto Lucena, o TSE entendeu configurar abuso de poder político o uso da gráfica do Senado Federal para a impressão e posterior distribuição de simples calendários com o nome e foto do político, no número de 130 mil, em ano eleitoral. Por este motivo, foi determinada a cassação do mandato de senador de Humberto Lucena.

    Para o MP Eleitoral, tendo em vista os dois casos apresentados como precedentes, é inegável a maior gravidade no tocante ao Jornal A União. Os autos agora seguem para julgamento pelo Plenário do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.

    Por fim, fica evidente que o Governador Cássio tenta passar para a opinião pública que está sendo vítima do maior erro jurídico da Paraíba. Não quero crer que os juízes eleitorais, o Ministério Público Eleitoral, a Procuradoria da República tenham sido influenciados pelas matérias veiculadas na imprensa, até porque ainda há outras denuncias contra o Governador, no caso dos envelopes amarelos e no dinheiro jogado pela janela. Será que o Sistema Correio também inventou tudo isso?

     

    Em tempo: A foto acima consta da AIJE sobre a denúncia da utilização do Jornal A União no período eleitoral.

     



    Escrito por Josué Jornalista às 19h28
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    A entrevista de Cássio

    Com uma completa anuência da direção (leia-se o deputado federal Damião Feliciano), o Governador Cássio Cunha Lima concedeu uma longa entrevista à Rádio Panorâmica FM recentemente, poucos dias antes de viajar para os Estados Unidos. Foi mesmo um absurdo acompanhar a linha de raciocínio do Governador. Seguiu toda a entrevista criticando o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, coisa que o próprio Cássio, até bem pouco tempo atrás, não tinha ousado fazer. Geralmente as críticas eram feitas de forma indireta, por intermédio de deputados ou vereadores. Mas de uns dias para cá, justamente após o processo de cassação do mandato do Governador Cássio pelo TRE da Paraíba, a estratégia é “bater” no cabeludo.

     

    Acompanhei a entrevista até certo ponto (não tive ouvidos para acompanhá-la por inteiro), até porque o entrevistador agiu com parcialidade, tratando a figura do prefeito de forma irônica em determinados momentos.

     

    Hilário mesmo foi ouvir o Governador Cássio avaliar a vitória do então vereador Veneziano sob o seu candidato, o então presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Rômulo Gouveia.

     

    Segundo Cássio, os campinenses votaram em Veneziano porque queriam um prefeito diferente e disse mais: que até eleitores foram até o próprio Cássio (pasmem) pedir autorização para votar no cabeludo. Cássio jura que liberou alguns eleitores para que votassem em Veneziano.

     

    Acho que Cássio poderia muito bem ter encerrado sua vida administrativa como Governador sem essa. Dizer que liberou eleitores para votar em Veneziano? Nem mesmo o mais idiota do ser humano acreditaria nessa história. Menos Cássio.



    Escrito por Josué Jornalista às 17h33
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    A carroça da discórdia

    Semana passada deslocava-me ao viaduto Elpídio de Almeida para constatar a funcionalidade da obra. Só que o viaduto ainda não estava liberado para o tráfego de veículos. Isso só aconteceria a partir das 17h daquele mesmo dia, uma sexta-feira, dia 05. Estava acompanhado do jornalista Timóteo de Sousa, quando de repente, um jovem descia a obra em uma carroça de burro, daquelas que a gente está acostumado a ver nos bairros ou na zona rural. Era a “inauguração” do viaduto, sem pompa é verdade, mas foi o primeiro veículo com rodas a fazer o trajeto da Rua Manoel Tavares em direção à Avenida Floriano Peixoto.

     

    Naquele dia estava de posse de uma máquina digital e fiz o devido registro fotográfico. A foto logo ganhou repercussão na mídia estadual. Inicialmente foi publicada no Portal www.apalavraonline.com.br. O texto foi brilhante e com o título “Carroça de burro “maneira” inaugura de fato o viaduto de Campina Grande”, disse que “Ironicamente, e decerto para não abalar as estruturas da construção, um dos primeiros veículos autorizados a trafegar pelo caro viaduto, que consumiu recursos superiores a R$ 28 milhões, foi uma pitoresca carroça de burro”.

     

    No mesmo dia, o Portal Correio (www.portalcorreio.com.br) publicou a foto, com declarações de representantes da Suplan, negando que o trânsito estaria fechado para veículos pesados, mas confirmou a liberação do viaduto somente após às 17h daquela sexta.

     

    No sábado, dia 06, o renomado colunista do Correio da Paraíba, Helder Moura, também publicou a minha fotografia em sua prestigiada coluna. Teve gente que criticou a fotografia, com direito a comentários em emissora de TV e tudo mais. Foi um registro fotográfico oportuno e histórico, até porque a obra do viaduto foi envolta também de muitas críticas, principalmente por ter consumido quase R$ 30 milhões e não resolver, segundo a oposição ao Governador Cássio, os problemas de trânsito no conhecido contorno da Avenida Floriano Peixoto.

     

    De qualquer forma, o registro foi feito. Depois do show da banda Chiclete com Banana, o primeiro veículo a trafegar pelo viaduto foi mesmo uma carroça de burro. E olha que este importante elemento da vida e da cultura nordestina foi bastante usado pelos oposicionistas ao Governo do prefeito Veneziano, em Campina. Denunciaram que o prefeito teria quitado uma bagatela de R$ 50 mil pela coleta de lixo por meio de carroça de burro. O caso foi esclarecido depois que o Tribunal de Contas consertou em seu site o empenho, que foi na verdade para pagar segurança eletrônica em escolas.

     

    Como bem retrata uma das músicas de Luiz Gonzaga, o Jumento é nosso irmão, com carroça de burro e tudo. Até a próxima.



    Escrito por Josué Jornalista às 17h50
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    O dilema da oposição

    É curioso acompanhar as denúncias que são feitas contra o prefeito Veneziano Vital do Rêgo pelo grupo que lhe faz oposição. Os atores principais que querem ver o prefeito na sarjeta não assumem as denúncias. Utilizam-se de “laranjas” na trama. Para que isso aconteça, dois sites servem de instrumento: o blog do Dércio, que, por sinal, possui um bom texto, e o clickpb (que dizem ser do filho do Senador Cícero Lucena).

     

    O problema é que está evidente que há um desespero grande da oposição em querer sujar a todo custo a imagem do prefeito, que goza de bons índices de aceitação popular e vem fazendo uma boa administração, para quem, segundo os opositores, não tinha competência para administrar sequer um fiteiro.

     

    Inicialmente surgiu o deputado Artur Cunha Lima, presidente da Assembléia Legislativa, “apresentando” umas “notas frias” contra o prefeito. Esteve numa convenção do PSDB em Campina, balançou umas folhas de papel ao povo dele, mas nada de apresentá-las à imprensa. Caiu no ridículo.

     

    Inventaram que Veneziano pagou R$ 50 mil pela coleta de lixo mediante utilização de carroça de burro. Mentira. O Tribunal de Contas do Estado já corrigiu a falha e que pode ser conferida no próprio site.

     

    Agora, mais duas denúncias: que Veneziano pediu votos para Vitalzinho (seu irmão eleito deputado federal) e para José Maranhão (Senador), numa reunião com servidores municipais e por isso vão pedir na Justiça a sua inelegibilidade para o próximo pleito; e que o prefeito teria quitado R$ 63 mil com o cantor Ton Oliveira em 2005, cinco meses após a posse. Sugerem que Veneziano teria cometido outro crime.

     

    Resumo da ópera: está claro que o grupo do Governador Cássio está por trás destas denúncias, já que não há outra alternativa; até a presente data não há candidato para enfrentar Veneziano. Romero Rodrigues não tem cacife para enfrentar o “cabeludo”: tem carisma, boa pessoa, mas não tem peso eleitoral para enfrentar essa parada. Rômulo Gouveia, na minha opinião, é pior candidato que Romero. Perdeu em 2004, mesmo Veneziano sendo um vereador de oposição e não tendo sequer aliados como um Governador do Estado e outros poderes.

     

    E também está evidente que há uma elite contra Veneziano, passando por alguns representantes de entidades de classe e parte da mídia campinense. Afinal de contas, está em jogo um reinado de mais de 20 anos que está por um fio. Na próxima coluna abordarei como poderá ficar o quadro político da Paraíba, caso seja mantida a cassação do Governador Cássio pelo Tribunal Superior Eleitoral.



    Escrito por Josué Jornalista às 11h01
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    Imprensa, Política e poder

    Enquanto os vereadores de oposição produzem factóides, o prefeito de Campina Grande produz muito trabalho e isso está incomodando o grupo político do Governador Cássio, que administra sob liminar, bem como os órgãos de comunicação que vivem sob o seu guarda-chuva. A estratégia é criar situações incômodas para o prefeito, tipo a que a Prefeitura teria pago R$ 50 mil pela coleta de lixo por meio de carroça de burro. Outra estratégia tem sido utilizar espaços generosos cedidos por emissoras de rádio, como a Panorâmica FM e a Campina FM, que têm usado de uma postura desrespeitosa para com o prefeito. Vale até se utilizar de pseudos jornalistas para ganhar mais espaços em blogs na Internet. Um deles ganha “notoriedade” – a do Dércio, produtor de vídeo que mora em João Pessoa, mas que tem se revelado num ácido crítico do prefeito.

     

    No jornal A União, o experiente jornalista Geovaldo de Carvalho, perdeu o bom senso. Faz ataques desnecessários ao prefeito, com críticas e ironias. Chegou a chamar Veneziano de fofoqueiro e acusá-lo de “comprar” os vereadores Walter Brito e Ivan Batista.

     

    A Campina FM, que não faz cerimônia em declarar seu amor a Cássio, também tem exagerado na dose. Seu departamento de jornalismo tem sido um problema para o prefeito. Na quarta-feira, dia, 19, presenciei um bate-boca (por telefone) entre o Secretário de Assuntos Políticos, Alex Azevedo, e o jornalista Arquimedes.

     

    Na terça-feira, 18, a emissora já tinha dado generoso espaço ao vereador João Dantas para tratar da denúncia da tal carroça de burro. Na quarta-feira, 19, o mesmo assunto foi tratado por correligionários do Governador. A Campina FM, segundo Alex, não o convidou para fazer a defesa da Prefeitura, mesmo possuindo todas as provas em mãos. Quando Hilton Motta (de saudosa memória) dirigia a rádio, esse procedimento político jamais foi sentido. Lamentável, até porque esse não deve ser o papel de uma emissora, que é na verdade uma concessão pública, e deve ter respeito aos seus milhares de ouvintes, eleitores de Veneziano ou não. A Rádio Panorâmica não merece nem comentários. Um péssimo exemplo de como se faz jornalismo.

     

    Há quem critique a Rádio Correio, pelo fato do seu diretor-presidente, Roberto Cavalcante, ser suplente de Senador e ser o maior beneficiado com a cassação do Governador Cássio. Evidente que Dr. Roberto será beneficiado, mas não se utiliza de suas emissoras para atacar o Governador. Trata o assunto ‘cassação’ dando espaços para ambos os lados.

     

    Os programas de rádio – Canal Livre (que apresento com Marcos Marinho), Correio Debate, etc, abrem o telefone para todos. Não há censura. Secretários do Governo do Estado, assessores, admiradores, etc, participam dos programas diariamente. Nas demais emissoras, não há mão e contra mão. Uma vergonha de jornalismo.

     

    O comportamento dos veículos de comunicação diante do atual quadro político paraibano dá uma boa tese de mestrado. Certamente é alvo de análise no Curso de Comunicação Social da nossa querida UEPB. Análises, obviamente, lamentando o nível do jornalismo que é feito em Campina Grande. Ainda voltarei ao assunto.



    Escrito por Josué Jornalista às 10h09
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